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O porquê da ideologia de gênero ser falsa

Ela coloca em segundo plano o próprio determinismo biológico.

Como pessoa que busca se informar de tudo que ocorre no nosso mundo atual, uma das coisas que mais me têm chamado a atenção nos tempos modernos é a extrema dificuldade do ser humano de se aceitar como ele é, em sua essência, de aceitar a realidade nua e crua que nos rodeia, que parece insuportável para muitos. Não por outra razão é que a taxa de suicídios cresceu exponencialmente nos últimos tempos, a virar a maior epidemia do mundo em 2030, conforme me contava um psiquiatra amigo.

Neste contexto, uma das formas mais patentes, a meu ver, de buscar fugir desta realidade como ela é, se deu com a criação da chamada Ideologia de Gênero, que é o entendimento segundo a qual os dois sexos – masculino e feminino – são considerados meras construções culturais e sociais, e que por isso os chamados papéis de gêneros (que incluem, por exemplo, a maternidade na mulher) são também construções sociais e culturais.

Vale lembrar, por exemplo, a feminista Gloria Steinem que se queixa da “falsa divisão da natureza humana em feminino e em masculino ou a escritora Simone Beauvoir que via a gravidez como limitadora da autonomia feminina, porque alegadamente a gravidez cria laços biológicos entre mulher e crianças, e por isso, cria um papel de gênero.

E mais recentemente, temos na pessoa da professora da Universidade de Stanford, Judith Butler, uma das grandes divulgadoras desta ideologia de gênero, que está para vir ao Brasil fazer uma palestra no SESC em São Paulo, fato que já conta com o protesto de mais de 120.000 pessoas.

E por que acho esta ideologia uma total mentira? Isto porque, ela coloca em segundo plano o próprio determinismo biológico e a evolução dos seres humanos, que criaram as diversas diferenças fisiológicas que existe entre um homem e uma mulher.

Ou seja, tal ideologia é claramente uma PSEUDOCIÊNCIA, pois, para ser considerada ciência, conforme nos explica Karl Popper, ela deveria ter 2 (duas) características fundamentais, a saber: a) falseabilidade – a capacidade de ser refutada, coisa que você não vê no discurso de seus defensores; b) ser aferida a partir do método hipotético-dedutivo – basta ler qualquer dos livros dos defensores da teoria que poderá ver que nunca se pautam em tal método, para chegarem às suas conclusões.

Em outras palavras, o sexo passa a não ser mais considerado um elemento dado pela Natureza e que o ser humano deve aceitar e estabelecer um sentido pessoal para a sua vida. Em vez disso, o sexo passa a ser um papel social escolhido pelo indivíduo. Ora, a profunda falsidade desta teoria e a tentativa de uma revolução antropológica que ela contém são um tanto óbvias.

Com efeito, essa ideologia acaba contribuindo ainda mais para a confusão em que as pessoas hoje vivem em suas mentes, deixando a sexualidade “à la carte”, bem fluida. Isto porque, uma das coisas que mais dá estabilidade emocional a uma pessoa é a sua identidade, ela saber quem, de fato é. No momento em que essa ideologia cria inúmeras possibilidades abertas ao gosto (fala-se em até 30 tipos de gêneros em cidades como Nova York), a confusão só tende a aumentar. A quem interessa isso?

Fora que tempos atrás li um absurdo projeto de lei, não sei se verdadeiro, porém, amplamente divulgado na internet, prevendo a possibilidade de intervenções cirúrgicas em menores, que quisesse trocar de sexo, mesmo sem autorização dos pais/responsáveis. Caso estes não concordassem com a cirurgia, poderia o menor procurar a defensoria pública, que moveria uma ação para ela, pleiteando autorização judicial.

Ou seja, um completo absurdo, não só por passar por cima da autoridades dos pais, mas, levando-se em conta que até perto dos vinte anos muitas pessoas têm dúvidas ou questionamentos acerca de sua sexualidade, por ser um período de muitas mudanças e descobertas.

Outro aspecto que me chama a atenção é o fato de que muitas das pensadoras desta ideologia são membros da comunidade GLBT e vindo de ambientes extremamente repressivos no tocante à sexualidade, como no judaísmo ortodoxo. Será que uma ideologia como esta não seria, talvez, uma espécie de catarse a buscar espantar os supostos “fantasmas” de um ambiente repressivo e, muitas vezes, adoecedor?

Concluindo, eu penso que a ideologia de gênero nada mais é do que um discurso “politicamente correto” para se referir à comunidade GLBT. O problema é que ela parte de premissas falsas, que não se sustentam diante da própria ciência. Fora que para alguém respeitar um homossexual, um transexual, ou quem quer que seja, não precisa-se para isso se valer de uma mentira que certos educadores querem empurrar na marra na cabeça de alguém. Basta apenas ter caráter.

Quem tem caráter, respeita os outros e não tem homofobia. Daí, ser também falacioso dizer que só se conseguirá diminuir a homofobia no país, se abraçarmos essa ideologia de Gênero, que em certos países já começou até a ser deixada de lado, e virado motivos de piadas, tal é o nível de sua inconsistência.

Por Leandro Bueno
Procurador da Fazenda/Professor. Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil

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