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ONU: aumento da perseguição religiosa aos cristãos na África é “sem precedentes”

Os cristãos que vivem na África, especialmente em países como a Nigéria, enfrentam uma escalada de perseguição religiosa “sem precedentes”, segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU).

O primeiro semestre de 2019 foi um dos piores da história. Centenas de cristãos perderam suas vidas e 4,2 milhões de pessoas, em sua maioria cristã, precisaram abandonar suas casas em busca de refúgio em outras regiões.

Por trás desses ataques está o grupo terrorista islâmico, Boko Haram, segundo informações da organização internacional Barnabas Fund. Apenas no estado de Kaduna, na Nigéria, cerca de 300 pessoas foram mortas durante um ataque na vila de Karamai.

Membros da etnia Fulani também são apontados como responsáveis pelo aumento da perseguição religiosa aos cristãos. Em 26 de maio desse ano, por exemplo, vários cristãos foram atacados quando voltavam de um culto em Jos, na Nigéria. Sete morreram.

“Apesar da intervenção dos agentes de segurança, em menos de 12 horas cerca de 30 cristãos foram mortos e mais de 20 casas foram queimadas ou destruídas pela milícia muçulmana”, disse na época o líder da Associação de cristãos Arewa e pastores indígenas (ACIPA) da Nigéria, Luke Shehu.

O número de ataques é tão grande que muitos já falam em genocídio de cristãos na Nigéria, algo aparentemente ignorado pelo mundo e também pelas autoridades do próprio país.

“A igreja que eu estava pastoreando a partir de então, que costumava ter cerca de 700 pessoas aos domingos ficou reduzida para 100 ou até menos”, contou um pastor local chamado Dogo. “Eles apenas correm e saem do estado. Eles fugiram para Plateau e para alguma outra parte central do país”.

Apesar da intensa perseguição, também há relatos de avivamento espiritual ocorrendo em várias partes da Nigéria.

“Você encontrará congregações de 200 a 600 pessoas, e até 22 igrejas que se reúnem agora em Chibok. Atualmente, podemos estar enfrentando todo tipo de provações, mas deixe-me assegurar-lhes que a Igreja ainda está de pé”, disse o presidente da Associação Cristã da Nigéria (CAN) em Chibok, pastor Madu.

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